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Audi Q5: os detalhes das duas gerações do SUV

O Audi Q5 surgiu em 2008 como o segundo SUV da marca de luxo alemã, sendo que o primeiro é o Q7, apresentado em 2005. Como um modelo intermediário, o utilitário esportivo teve um papel importante no aumento da participação da empresa nesse mercado.

Feito em diversos países, o Audi Q5 chegou também ao Brasil, mas, assim como o Q7, teve apenas papel de coadjuvante até a segunda geração, que passou a ser importada do México e com maior competitividade, assim como novidades que o colocaram em evidência dentro do portfólio nacional da Audi.

Mas não foi apenas isso, trouxe uma importante versão blindada. Na China, por exemplo, foi o primeiro SUV alongado da Audi, uma exigência do mercado local. Aliás, a segunda geração do Audi Q5 é feita exclusivamente em San Jose Chiapa, norte do México, de onde é exportado para todo o mundo, exceto China.

Na anterior, o Audi Q5 foi feito em diversos lugares. Partindo de Ingolstadt, Alemanha, ele foi enviado para produção em Kaluga (Rússia), Changchun (China), Aurangabad (Índia) e Shah Alam (Malásia).

Neste artigo, contaremos a história desse interessante utilitário esportivo de luxo vendido no Brasil.
 

Audi Q5 – primeira geração

Ele surgiu como um interessante conceito chamado Audi Cross Cabriolet em 2007, mas na realidade se converteu em um SUV bem familiar. Menor que o Q7, o Audi Q5 estreou no Salão de Pequim de 2008 e já com mostras de se tornar um carro global. Um fato peculiar chama atenção no SUV de luxo, sua plataforma.

Embora a base modular MQB faça sucesso hoje no mundo, a Volkswagen como grupo iniciou o projeto de modularização dos kits de montagem em 2007 com a MLB. Depois do A5 e do A4 daquela época, foi a vez do Audi Q5 receber a Modularer Längsbaukasten. Então, não há uma plataforma “PQ” da VW sob o utilitário esportivo.

Apenas em 2013 é que a VW conseguiu fazer o mesmo com os carros de motor transversal, gerando a MQB. A atual MLB é chamada MLB Evo. Em realidade, não se trata de fato de uma plataforma (assoalho, quadros e travessas), mas um sistema de modularização de peças e componentes, que podem ser montados em diversos modelos da mesma forma.

Com motor e transmissão em longitudinal, o Audi Q5 surgiu com 2,807 m de entre-eixos, um bom espaço para gerar conforto e espaço a bordo, tendo 4,639 m de comprimento, 1,880 m de largura e 1,650 m de altura. Seu peso girava em torno de 1.850 kg.

Equipado com suspensão dianteira com braços duplos no lugar da McPherson tradicional, o Audi Q5 era diferente também por ser um carro conceitualmente de tração dianteira, como o Audi A4 ou A5 de qualquer geração, mesmo que estes também tenham motor/câmbio em longitudinal.

O motivo é que o câmbio longitudinal do Audi Q5 envia sua força por eixo cardã até o diferencial traseiro, tendo uma caixa de transferência com cardã menor para um diferencial dianteiro, fixado sob o próprio câmbio, ligando as rodas dianteiras.

Assim, o SUV luxuoso já vinha com tração permanente nas quatro rodas (Quattro). A suspensão traseira é multibraço nas duas gerações. Dessa forma, o Audi Q5 surgiu para deleite de quem não queria ter um utilitário esportivo de sete lugares e porte grande, como o Q7.

 

Design

Menos funcional do que o Q7, porém, mais elegante, o Audi Q5 surgiu bem menos conservador, com uma atraente suavidade no desenho da área envidraçada lateral, onde as colunas C possuíam vigias levemente curvas, que davam fluidez ao SUV, reduzindo assim seu porte e gerando uma leveza visual.

Era quase um cupê numa comparação com o Q7, bem mais formal e familiar. A frente contava com faróis duplos de xênon com luzes diurnas em LED e repetidores de direção inferiores. A grade quase em “V” tinha acabamento cromado e frisos verticais que marcavam os SUVs da Audi.

O para-choque simulava três partes, sendo duas com faróis de neblina circulares. O capô não era muito longo e a área envidraçada era boa. Tinha maçanetas vazadas, barras longitudinais de alumínio no teto, rodas de liga leve que iam de 16 até 19 polegadas, bem como apenas dois vincos pronunciados nas laterais e outro suave envolvendo a base das janelas.

Assim como no Q7, o Audi Q5 também apostou em lanternas presas à tampa do porta-malas. Neste SUV, elas eram de LED e tinha um desenho quase triangular. Por ser pesada, a tampa vinha com acionamento elétrico para abrir e fechar. Esta tinha ainda boa vigia e defletor de ar no teto.

Abaixo do corte sobre a placa, o para-choque adicionava um conjunto de luzes de neblina, ré e refletores. A parte inferior do protetor era preta e tinha escape duplo. Nas versões com S line, o Audi Q5 tinha mais partes dos para-choques na cor do carro, assim como escapes separados, rodas esportivas e mais cromados.

Por dentro, o Audi Q5 da primeira geração era bem luxuoso e chamava atenção pelos detalhes, como volante em couro com centro volumoso, cluster analógico com mostradores de design esportivo e multimídia numa tela bem isolada. Com túnel elevado, o modelo tinha alavanca tradicional na versão automática, bem como botão de partida e freio eletrônico de estacionamento.

O ar condicionado dual zone tinha displays separados e não integrados à multimídia, sem touchscreen. O sistema de som tinha CD player e comandos físicos abaixo da multimídia.

Na atualização de meia vida em 2012, o Audi Q5 passou a dispor de slots de DVD/CD e entradas SD no mesmo local, ficando os comandos físicos de navegação e mídia (tela sem touch) atrás da alavanca no túnel. Nessa época, o volante passou a ter 4 raios.

Com bom espaço interno, o Audi Q5 anterior tinha bancos em couro e extensores de assento em algumas versões, assim como ajustes elétricos e aquecimento dos mesmos. O teto solar padrão e o panorâmico também estavam disponíveis, enquanto o porta-malas tinha 540 litros.

O acabamento mesclava partes em couro, soft e materiais especiais, que podiam ser aço escovado, alumínio ou madeira. A impressão real de luxo estava por todo o ambiente, sendo mais elegante que as atuais formas retilíneas do atual. O Audi Q5 tinha navegador GPS, opção de sistema de som premium Bose e controle de cruzeiro adaptativo, acionado na alavanca na coluna de direção.

A atualização de 2012, trouxe a multimídia MMI com sistema de navegação Plus. Também passou a integrar dispositivos iOS da Apple e foram feitos pequenos ajustes no visual geral. As lanternas também tiveram as luzes reposicionadas. A parte mecânica também sofreu mudanças.

 

Motores

Dos quatro motores originalmente oferecidos no Audi Q5, que chegou ao Brasil em 2009, dois vieram para cá. Oferecido nas versões Attraction e Ambition, o SUV tinha no primeiro o motor 2.0 TFSI (EA888) com 214 cavalos a 4.300 rpm e 35,7 kgfm a 1.500 rpm.

Era equipado com transmissão automatizada de dupla embreagem banhada a óleo S tronic com sete marchas. Pesando 1.740 kg, o Audi Q5 com motor pequeno ia de 0 a 100 km/h em 7,2 segundos e tinha máxima de 222 km/h, fazendo com gasolina apenas, ruins 7,1 km/l na cidade e 8,5 km/l na estradas, números péssimos que evidenciavam seu enorme peso.

A autonomia teórica era de 637 km graças ao tanque de 75 litros. Entretanto, a versão mais desejada era a Ambition, que tinha o motor V6 3.2 FSI da própria Audi, que entregava 269 cavalos a 6.500 rpm e apenas 33,7 kgfm a 3.500 rpm. Ou seja, tinha menos torque que o 2.0 TFSI.

Sem turbo, o Audi Q5 V6 não fazia muito mais em comparação ao 2.0, indo de 0 a 100 km/h em 6,9 segundos e com final de 234 km/h. Ou seja, era mais a imponência do propulsor maior para dar mais status, algo que atualmente não conta mais.

No entanto, mesmo 55 kg mais pesado, essa opção era mais econômica (mais um motivo para levar para casa), fazendo os mesmos 7,1 km/l na cidade e 10,1 km/l na estrada. O Audi Q5 V6 3.2 FSI também tinha a mesma caixa S tronic e a tração permanente nas quatro rodas, que variava a força entre os eixos e de roda em roda.

No facelift de 2012, o 2.0 TFSI passou a ter 225 cavalos e 35,7 kgfm, enquanto um novo V6 3.0 TFSI vinha com compressor volumétrico e 272 cavalos a 6.500 rpm, mas com 40,8 kgfm a 2.150 rpm.

A dupla de motores passou a usar o câmbio automático Tiptronic de 8 marchas com conversor de torque, mantendo a tração Quattro. Com isso, o Audi Q5 baixou o tempo até 100 km/h para 7,1 segundos, mas manteve a final.

O V6 3.0 levou o SUV de 0 a 100 km/h em 5,9 segundos, mas o consumo piorou muito. Lá fora, teve uma versão híbrida com 245 cavalos e 48,8 kgfm.


Audi SQ5

Em 2013, a Audi lançou o SUV esportivo SQ5 em duas motorizações. Com faróis full LED redesenhados, grade hexagonal com frisos cromados horizontais, logotipo “S”, para-choque com entradas de ar nas laterais e desenho mais proeminente, tendo ainda rodas de liga leve de cinco raios duplos e aro 20 polegadas, retrovisores prateados, suspensão rebaixada e escape quádruplo.

No Brasil, chegou apenas a versão 3.0 TFSI, que tinha o mesmo motor V6 3.0 usado no Audi Q5 Ambition, mas com 359 cavalos a 6.500 rpm e 47,9 kgfm a 4.000 rpm.

Equipado com câmbio automático de 8 marchas e tração Quattro, o SQ5 3.0 TFSI tinha dois compressores e um chassi reforçado para maior performance.

O interior tinha acabamentos opcionais, que envolviam fibra de carbono, alumínio ou preto brilhante, bem como bancos em couro ou Alcantara. Os assentos dianteiros eram bem esportivos e o volante com costuras vermelhas. Com 1.905 kg, ia de 0 a 100 km/h em 5,3 segundos e tinha máxima limitada em 250 km/h. Na Europa, havia o SQ5 TDI, com motor V6 3.0 de 313 cavalos e 66 kgfm.

Em sua segunda geração, o Audi Q5 na versão SQ5 adicionou motor V6 3.0 TFSI com 354 cavalos a 5.400 rpm e 51 kgfm a 1.370 rpm. O novo motor EA839 vem com dois turbocompressores e trabalha junto com a mesma caixa automática de 8 marchas, bem como o sistema Quattro.

Pesando 1.945 kg, o SQ5 2019 vai de 0 a 100 km/h em 5,4 segundos e limitada a 250 km/h, fazendo 7,4 km/l na cidade e 8,9 km/l na estrada.


Audi Q5 – segunda geração

Falando em segunda geração, em 2016, o Audi Q5 passou do modelo Typ 8R para o Typ 80A. O novo carro manteve o estilo anterior, mas com linhas mais refinadas. O SUV recebeu a plataforma modular MLB Evo, que incorpora inovações que surgiram na base MQB, que serve aos modelos de propulsor transversal no grupo VW.

Com uma boa redução de peso em relação ao modelo anterior, o atual Audi Q5 manteve os conjuntos de suspensão de duplo braço na frente e multilink atrás, mas foi reforçado com mais aços de alta resistência, assim como pequenas partes em alumínio. O SUV adotou também soluções para redução de consumo e emissão.

Por conta disso, chegou ao Brasil em três versões (Attraction, Ambiente e Ambition) com motor EA888 2.0 TFSI de 252 cavalos a 5.000 rpm e 37,7 kgfm a 1.600 rpm. O propulsor de quatro pistões vem com sistema de desligamento de cilindros e dupla injeção: indireta para rotações baixas e direta para giros mais elevados.

O câmbio é o automatizado de dupla embreagem banhada a óleo S tronic com sete velocidades e com a função “roda-livre”, onde a transmissão desacopla a marcha em caso de declives acentuados ou desaceleração.

Além disso, o Start&Stop desliga o motor há poucos metros de parar o veículo totalmente. O modelo tem ainda modos de condução com opção Eco, que reduz bastante o consumo.

Assim, o Audi Q5 2.0 TFSI tem consumo médio de 13,6 km/l, segundo a marca, bem como vai de 0 a 100 km/h em 6,3 segundos e com velocidade final de 237 km/h. O que contribui em parte para estes números é o sistema Quattro ultra, que possui uma embreagem multidisco de acoplamento do eixo cardã, que o desliga em caso de desaceleração ou cruzeiro de baixo giro.

O sistema ainda possui outro dispositivo no diferencial traseiro, onde os semieixos das rodas também são desconectados para que não girem o diferencial e o cardã preso nele, reduzindo assim em 3% o consumo de combustível. O Audi Q5 é o primeiro carro da marca alemã a dispor dessa tecnologia.

No design, o Audi Q5 2019 chama atenção pelas ancas curvilíneas nos dois eixos, tendo as colunas C com vigias bem destacadas, assim como linhas de expressão suaves. Embora seja maior que o anterior, ele parece menor devido ao porte mais volumoso.

Na frente, os faróis full LED são retangulares e possuem lentes duplas, enquanto a grade hexagonal cromada tem elementos brilhantes e para-choque com entradas de ar laterais. Na traseira, as lanternas em LED continuam quase triangulares, mas foram atualizadas.

O corte na chapa da tampa do bagageiro se mantêm, assim como os conjuntos de refletores e luzes de ré e neblina. Entretanto, o Audi Q5 2019 possui para-choque sem escapes aparentes, numa tentativa da marca de mostrar os novos tempos do mercado, onde híbridos plug-in e elétricos dispensarão as famosas ponteiras. As rodas de liga leve aros de 18 a 20 polegadas.

Por dentro, o ambiente ficou muito mais funcional que o anterior e perdeu um pouco o brilho com linhas mais esportivas e joviais, que não agradam os mais tradicionalistas. O Audi Q5 chega a ter volante de fundo chato, mas com exceção de alguns detalhes, como o túnel largo, não passaria de um SUV médio de marca tradicional.

Um aplique em alumínio na parte central até agrada, mas o restante parecem mais simples que o Q5 anterior. O cluster digital e configurável é o Audi Virtual Cockpit com tela de 12,3 polegadas. A tela de multimídia de 8,3 polegadas agora é destacada do conjunto, fixada acima dos difusores de ar centrais.

O ar condicionado dual zone tem novos comandos, similares aos do Q7 atual, bem como teclas auxiliares mais abaixo e um discreto botão de partida. A alavanca em estilo manche é outro item que veio do irmão maior, assim como pad para interação com a multimídia MMI e comandos de navegação da central de entretenimento.

Os bancos são bem envolventes e possuem alguns tipos de revestimento em tecido, couro, couro natural ou Alcantara, assim como ajustes elétricos, memória e aquecimento. O teto solar panorâmico é oferecido apenas em algumas versões, enquanto o porta-malas passa a ter 550 litros.

 

Q5 blindado

Medindo 4,663 m de comprimento, 1,893 m de largura, 1,659 m de altura e 2,819 m de entre-eixos. Com 1.720 kg, o Audi Q5 2.0 TFSI tem um bom desempenho, mas em termos de proteção, é como qualquer carro comum. Para proteger seus clientes, a Audi trouxe do México a versão blindada de fábrica.

Desenvolvida na Alemanha e feito em San Jose Chiapa, o Audi Q5 Blindado não utiliza aramida, kevlar ou fibra de carbono para proteção balística. Em seu lugar, chapas de alta de alta resistência foram adicionadas ao que já existia na estrutura, envolvendo todo o habitáculo e porta-malas, mesmo no assoalho.

Não há teto solar e os vidros possuem vários camadas de proteção contra tiros, sendo classificado como nível III-A pelo Exército Brasileiro, podendo assim suportar impactos de pistolas .40, 9 mm, submetralhadora e algumas espingardas, como a de 12 calibres.

Com toda essa proteção, que inclui pneus especial run flat com resistência a furos e podendo rodar até 80 km a 80 km/h, o Audi Q5 Blindado vai de 0 a 100 km/h em 7,9 segundos e tem máxima de 235 km/h, usando o mesmo conjunto mecânico das demais versões. O veículo pesa 2.295 kg e possui sistema de alarme com comunicação externa e sistema de climatização diferenciado.


 


Fonte: Notícias Automotivas

 






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